Inovação é assunto em pauta hoje por duas razões: busca de um desenvolvimento sustentável, e neste sentido, inovação foca processo, e busca de vantagem competitiva, e neste contexto, inovação tende a ser focada mais em produto, mas não necessariamente.
A inovação de produto passa a ser questão de vida ou morte de uma organização quando o produto apresenta uma alta complexidade técnica e cuja tecnologia provém de uma ciência nova, como o caso da tecnologia da informação. O ciclo de vida destes produtos é muito curto, requerendo inovação constante. Como exemplo, podemos comparar o tempo de vida dos velhos mas recém desenvolvidos disquetes com produtos de baixa complexidade e cujas tecnologias provém de ciências mais antigas: garfo, livro, linha de costura, toalha, camisa, copo e tantos outros.
Não se deve, porém, confundir complexidade do produto com complexidade de processo. Artigos têxteis, por exemplo, são produtos simples provenientes de uma cadeia produtiva bastante complexa, e inovações no processo são sempre bem vindas e geram vantagem competitiva, seja em termos de qualidade como de produtividade, produto ou serviço.
A receita do bolo no caso de inovação em processo é a mesma de inovação de produto: criatividade, capacidade de percepção e captação, pesquisa interna e externa, parcerias, benchmarking (não visita), planejamento, visita a feiras e o feijão com arroz: trabalho em equipe, liderança etc…
Acima de tudo, inovação requer novas sinapses, quebra de paradigmas, perfil para mudanças e tempo, tempo para pensar!
